segunda-feira, 5 de abril de 2010

POSSÍVEL ARMA CONTRA O CÂNCER ESTÁ NO NORDESTE


Brasília - Uma das alternativas em estudo para enfrentar o câncer está mais perto do que se imagina. Pesquisadores brasileiros descobriram que o látex de uma planta venenosa muito comum no Nordeste mostra potencial para enfrentar as células cancerígenas. O avelós pode se transformar numa arma contra o efeito devastador da doença no organismo. Os testes em laboratório foram positivos – agora, o desafio passa a ser fabricar um remédio eficaz. Nos corredores dos hospitais, uma infusão da seiva da planta é conhecida como garrafada. Um segredo passado de paciente para paciente. Foi a partir da crença e dos relatos de casos supostas curas que os médicos decidiram analisar o mistério.
A história de cura se repete em diversos lugares do país. Diversos estudos vêm sendo feitos desde os anos 1960, mas nenhum havia obtido algum resultado concreto até hoje.
Em 2003, porém, um empresário produtor de cachaça procurou um farmacêutico e pesquisador para descobrir mais sobre aquela planta que tinha curado duas pessoas da família dele com câncer.
Luiz Francisco Pianowiski aceitou o desafio. Nos primeiros teste de laboratório in vitro, as substâncias da planta conseguiram matar células cancerígenas. Foram feitos estudos toxicológicos em animais roedores e não roedores, nesse caso rato e cães com a doença. Conforme a legislação vigente no Brasil, os animais foram observados durante três meses para verificar se existiam maiores problemas no fígado ou no organismo. De novo os resultados foram positivos.
Era hora de colocar o teste em prática em humanos. “ Foi preciso identificar a molécula que tinha esse efeito nas células para seguir em frente. Foram quase seis anos para fazer a fórmula”, conta Pianowiski, coordenador geral do projeto – organizado pela Amazônia Fitomedicamentos. A primeira fase do teste em humanos foi feita no hospital Albert Einstein. Sete pacientes com diferentes tipos de tumores e em estado terminal de câncer receberam o remédio, batizado de AM10. “Os resultados ainda foram preliminares. Uma paciente com câncer de pele (melanoma) teve sucesso, mas o tumor voltou depois de algum tempo”, explica AURO Del Giglio, gerente do programa integrado de oncologia do Einstein.
Segunda fase – A chamada fase 1 , no entanto, não estava atrás da cura.Os testes queriam medir a toxidade do medicamento e se ele poderia ser usado em humanos sem danos no organismo. Atualmente, depois de receber uma autorização da Agência de Vigilância Sanitária, os médicos esperam poder começar a fase 2. Os testes serão feitos com quase 200pessoas com câncer de Mama e cinco hospitais de São Paulo. “Primeiro descobrimos a dose certa, agora vamos ver se existe mesmo um benefício e na fase três vamos poder fazer uma comparação”. Diz o oncologista.
A última fase será feita com pacientes que já tenham feito algum tipo de tratamento e estejam com câncer de Mama ou de Próstata. “Vamos delimitar a doença primeiro, porque o custo é muito alto, e ficar com as duas incidências aqui no Brasil. Mas o objetivo é expandir, até mesmo por uma questão de compaixão com os pacientes que precisam de medicamentos”. Diz Pianowiski.
Apesar de todo o estudo e da esperança de uma eventual cura com o remédio, o cientista não acredita que o avelós seja uma solução e sim uma alternativa. “ Vai ser uma nova ferramenta para os médicos no tratamento do Câncer. E o melhor vai ser 100% nacional. Mais de 15 milhões já forma gastos com o projeto. Durante o processo, os médicos perceberam que a planta também alivia a dor. “O remédio tem uma ação analgésica e vamos estudar isso também”, afirma Del Giglio. Outro estudo será feito para produzir um segundo medicamento, batizado de AM11, que usaria as propriedades analgésicas e anti-inflamatórias da planta.
Advertência – Enquanto a pesquisa não é concluída, os médicos não recomendam o uso da popular garrafada. “É preciso ter cuidado, porque é uma substância muito forte. Em alguns lugares, ela é conhecida como cega-olho, porque se o látex pegar no olho, pode até causar cegueira. È uma planta muito tóxica e se não for consumida na dose certa, em vez de curar, ela pode causar problemas”, alerta Pianowiski.

O que é? Uma planta tóxica com coloração verde e ramos cilíndricos. É um arbusto originário do continente africano e, no Brasil, pode ser encontrado principalmente no Norte e no Nordeste.

Fonte: Jornal Diário de Pernambuco

4 comentários:

  1. Oi Migaaaaaa!!!
    Tem selinho prá ti lá no meu blog.
    bjs

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  2. Tem selinho prá ti lá no meu blog...
    bjkas

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  3. Olá Cristiane, ví seu blog através de uma amiga, Edneide. Achei maravilhoso. Tenho minha mãe passando por este tratamento de câncer de mama. inclusive levei para ela aquela mensagem sua sobre a amiga quimioterapia, nossa como ela se emocionou, e eu tb é claro. Hj ela está terminando a etapa de 4 sessões de quimio e entrará na de toda semana, para depois fazer a rádio. Passei maus pedaços por causa de todo esse transtorno, mas como vc tb sabe, estou do lado dela como sua filha esteve do seu. Muito prazer em conhecê-la, saiba que seus depoimentos estão dando muita força a minha mãe. Muito obrigado, beijos, fique com Deus.

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